PERMANEÇA JUNTO, PERMANEÇA CHEIO


Marcos 3. 13 – 19¹

Escolheu doze, designando-os apóstolos, para que estivessem com ele, os enviasse a pregar… (v. 14)


O primeiro objetivo de Jesus não era dar aos doze uma tarefa prática. Antes de tudo, Jesus queria estar com eles, e só a partir daí o envio e a autoridade seriam desenvolvidos. O que hoje são discípulos têm o dever de anunciar as boas novas do Reino (1 Pedro 2.9 – Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz), mas geralmente se esquecem de que as duas etapas – primeiro a comunhão, depois a prática – se aplica, a eles também.

É dramática a maneira de certos cristãos se comportarem: alguns só permanecem na fase da comunhão, da “engorda”, sem partir para a prática do anúncio. Outros vivem no anúncio, mas não tem comunhão. Passam mais tempo com a obra de Deus do que com o Deus da obra. E ainda se espantam com seu esgotamento e ineficiência. Outros não tem nem comunhão bem prática, apenas se chama “cristãos” na esperança de que tal designação os salve.

Certa vez, eu ouvi alguém dizer que a vida cristã é como um chafariz, daqueles em que a água cai como uma cascata de uma bacia para a outra. Uma bacia precisa estar cheia para passar a água adiante. E, da mesma forma, uma bacia não pode fornecer água se ela está vazia. Nós precisamos transmitir o que sabemos sobre Jesus, mas para isso é indispensável sermos cheios dele diariamente.

Cristo anseia por tempo conosco, e também anseia por nos usar. Anseia nos encher para que possamos repassar. Qualquer coisa diferente disso pende para um cristianismo medíocre e incompleto. Comunhão e prática fazem parte do seguir, do obedecer e do servir a Jesus. Anúncio e autoridade vem com o estar juntos.

Vamos orar:

Meu desejo é estar contigo e ser cheio de ti, para que naturalmente eu transborde aos outros a tua graça.

Rúben Benjamim Thiem

 

¹ E subiu ao monte, e chamou para si os que ele quis; e vieram a ele.
E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar,
E para que tivessem o poderde curar as enfermidades e expulsar os demônios:
A Simão, a quem pôs o nome de Pedro,
E a Tiago, filho de Zebedeu, e a João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, que significa: Filhos do trovão;
E a André, e a Filipe, e a Bartolomeu, e a Mateus, e a Tomé, e a Tiago, filho de Alfeu, e a Tadeu, e a Simão, o Cananita,
E a Judas Iscariotes, o que o entregou.

 

O.F. 03-02-11

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