A FRAGILIDADE DO DISCURSO!


A FRAGILIDADE DO DISCURSO!

1 Coríntios 2. 1 – 3

“Eu mesmo, irmãos, quando estive entre vocês, não fui com discurso eloquente.” (v. 1)


O apóstolo Paulo mostra, na composição da Igreja de Corinto, que Deus despreza o que o mundo considera sabedoria. Com isso, ele indica aos coríntios, de maneira visível, a primeira consequência da mensagem da cruz.

Agora Paulo dá um passo adiante. ao chegar na Grécia, o apóstolo não se apresenta com eloquência dum retórico extraordinário. Não veio como homem de fala fácil, que maneja bem o microfone. Ele não que ser visto como um pensador nem um pesquisador em primeiro lugar. Aliás, Paulo não prometeu essas qualidades à Igreja em Corinto.

A ausência do discurso eloquente é a segunda consequência da mensagem da cruz, que o apóstolo quer mostrar aos coríntios. Sem dúvida, havia, na Igreja local, pessoas que estavam familiarizados com as Escrituras, bem como aqueles que tinham informações sobre o mundo. Em Corinto, não faltava gente com conhecimentos religiosos e seculares.

Paulo também tinha conhecimentos, contudo, não era um pregador de mão cheia (2 Coríntios 11.6). Ele mesmo sabia disso. Essa fragilidade, no entanto, é vista pelo apóstolo como um sinal gracioso de Deus, para anunciar a mensagem da cruz. Ele não murmura contra ela, nem a instrumentaliza para se apresentar como vítima perante a Igreja. Paulo sabe que, entre os coríntios, circula o boato de que suas palavras são desprezíveis (2 Coríntios 10.10). Entretanto, não são as formas que contam, mas sim o conteúdo (2 Coríntios 10.7).

Será que a boa retórica, as celebrações enfeitadas com musicalidade vibrante e contemporânea e o uso da mídia eletrônica são os ingredientes do evangelho? Aqui vale a pergunta: isso não são apenas formas de anunciar?.


Senhor Jesus, que as formas não ofusquem o teu evengelho.


Mario Francisco Tessmann

19 de fevereiro de 2017

(Texto adaptado)

11-01-08

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